|
PALAVRA PARA A MISSÃO O EUNTES.NET propõe, semanalmente, a leigos, religiosas e sacerdotes um caminho de reflexão sobre a liturgia dominical em chave missionária. Oferecem-se elementos para uma meditação missionária, pessoal ou comunitária, sobre a Palavra de Deus que, de modo constante e surpreendente continua a iluminar, reforçar e sustentar o caminho missionário da Igreja, para a vida do mundo.
|
|
Ao fim, o trigo vencerá a cizânia XVI
Domingo do T.C. Sabedoria
12,13.16-19
O Papa Karol Wojtyla, num dos seus últimos livros, deixou-nos um comentário de grande valor sobre o mysterium iniquitatis que se propaga no mundo e na história, e sobre a coexistência do bem e do mal, com uma referência explícita à parábola de hoje: “A maneira como o mal cresce e se desenvolve no bom terreno do bem, constitui um mistério. Mistério que é aquela parte do bem que o mal não foi capaz de destruir e que continua a propagar-se apesar do mal, avançando continuamente sobre o terreno. Imediata a referência à parábola evangélica do trigo e da cizânia... Com efeito, podemos tomar esta parábola como a chave de leitura de toda a história da humanidade. Nas várias épocas e em vários sentidos, o trigo cresce junto com a cizânia, e a cizânia junto com o trigo. A história da humanidade é o teatro da coexistência do bem e do mal. Isto quer dizer que, se o mal existe junto com o bem, o bem, porém, persevera junto ao mal e cresce, por assim dizer, no mesmo terreno, que é a natureza humana” (cf. Memória e Identidade, p. 14).
A ligação desta mensagem com o mundo missionário é imediata. Perante o mal que se propaga, ou o fechamento e a maldade de tantas pessoas, o missionário e o educador são frequentemente tentados a assumir o papel dos servos da parábola, que pretendem arrancar logo a cizânia (v.28). Frequentemente com a ilusão do aut-aut ( ou-ou), que exclui. Jesus, o divino semeador do trigo, convida a ter paciência e misericórdia, respeitando os tempos de Deus, o único juiz que sabe o que está no coração humano. A missão, mesmo se tem a força irresistível do Evangelho (v. 31.32), inicia sempre em situações de minoria e de fragilidade perante os dinamismos poderosos do maligno. O missionário é certamente portador de um fermento capaz de renovar o mundo a partir de dentro (v. 33), mas que opera com os tempos longos da paciência, da derrota provisória e da tolerância. Isso mesmo já tinha sido prefigurado no livro da Sabedoria (I leitura): Ó Deus, “o facto de seres senhor de todos, torna-te indulgente com todos” (v. 16). Ao contrário dos poderosos do mundo, que frequentemente excedem e abusam do próprio poder, Deus é sempre “senhor da força”, governa-nos “com muita indulgência” e exerce o seu poder quando quer (v. 19). Melhor, o Deus cristão manifesta a sua omnipotência sobretudo quando perdoa e usa de misericórdia. De facto, Ele dá aos seus filhos “a boa esperança” que, de pois dos pecados, concede o arrependimento (v.19). É esse o estilo de Jesus, que o discípulo e o missionário assumem como programa de vida e de acção.
Cada pessoa é um terreno de trigo bom misturado com cizânia, sob a pressão do maligno e os furores da intolerância. Como diz uma canção, “dentro de cada um há bem e mal; mas no fundo de cada coração há sempre um tesouro escondido”. É preciso que o Espírito (II leitura) venha ajudar a nossa debilidade (v.26), nos sustente no tempo da coexistência do bem e do mal, dê ânimo à nossa esperança, e nos eduque segundo o coração misericordioso de Deus ( v.27).
Palavra do Papa“Não é o poder que redime, mas o amor! Este é o sinal de Deus: Ele mesmo é amor. Quantas vezes nós desejaríamos que Deus se mostrasse mais forte. Que atingisse duramente, vencesse o mal e criasse um mundo melhor. Todas as ideologias do poder se justificam assim, justificando a destruição daquilo que se opõe ao progresso e à libertação da humanidade. Nós sofremos pela paciência de Deus. E de igual modo todos temos necessidade da sua paciência. O Deus, que se tornou cordeiro, diz-nos que o mundo é salvo pelo Crucificado e não por quem crucifica. O mundo é redimido pela paciência de Deus e destruído pela impaciência dos homens”.Bento
XVI
Nas pegadas dos missionários - 20/7: S. Apolinário, originário da Antioquia, primeiro bispo de Classe-Ravena, Itália, evangelizador da Emília -Romana, e mártir (sec. II). - 20/7: S. Frumêncio (+ca.380), fundador da Igreja na Etiópia, primeiro bispo de Axum. - 21(7: S. Lourenço de Brindisi (1559-1619), frade capuchinho , doutor da Igreja, percorreu muitas regiões da Europa pregando o Evangelho e realizando missões de reconciliação. -21/7: S. Albérico Crescitelli (1863-1900), sacerdote italiano do PIME, missionário na China e mártir. - 22/7: S. Maria Madalena: curada por Jesus, seguiu-o até ao Calvário; foi a primeira a vê-lo vivo e a anunciá-lo depois da sua ressurreição. - 23/7: S. Brígida da Suécia (1302-1273), mãe de família, depois religiosa, mística e fundadora, peregrina em vários santuários; é padroeira da Europa. - 23/7: B. Basílio Hopko (1904-1976), bispo auxiliar greco-católico de Preshov (Eslováquia) e mártir; foi encarcerado (1950-1964) e torturado pelo regime comunista. - 23/7: B. Margarina Maria López de Maturana (1884-1934), religiosa espanhola, fundadora do instituto das Mercedárias Missionárias de Bérriz. - 24/7: S. Sharbel (José) Makhluf (1828-1898), monge maronita do Líbano, depois eremita dedicado à oração e a austeras privações. - 24/7: Aniversário do P. Ezequiel Ramin, missionário comboniano italiano, morto aos 32 anos (+1985) em Cacoal (Rondónia, Brasil), por ter acompanhado os camponeses que reclamavam as suas terras. - 25/7: S. Tiago, apóstolo, filho de Zebedeu, irmão de João; foi o primeiro mártir entre os apóstolos (+43-44); é padroeiro da Espanha. - 25/7: BB Radolfo Aquaviva e outros 4 companheiros jesuítas, martirizados (+1583) em Salsete (Índia). - 26/7: S. Joaquim e S. Ana, pais de Maria e avós de Jesus: são padroeiros dos avós e dos velhinhos. - 26/7: S. Bartolomea Capitaneo (+1833), que, junto com S. Vincenza Gerosa (+1847), fundou as Irmãs da Caridade de Maria Menina. - 26/7: S. Jorge Preca (Malta, 1880-1962), sacerdote dedicado à catequese dos jovens, fundador da Sociedade da Doutrina Cristã. - 26/7: B. Tito Brandsma (1881-1942), sacerdote holandês, carmelita, intrépido defensor da Igreja e da dignidade humana, morto no campo de concentração de Dacau (Alemanha).
++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++ Coordenação de: P. Romeo Ballan – Missionários Combonianos (Verona) Sito Web: www.euntes.net “Palavra para a Missão” ++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++
|